domingo , 22 setembro 2019

OLIMPÍADAS – Karate desenvolve projeto para colocar o país no pódio em 2024

José Carlos de Oliveira, Presidente da Federação Paulista de Karate, idealizador do projeto olímpico.

 

Após várias décadas, o Karate finalmente conquistou seu espaço no programa olímpico. Com o anúncio de que a modalidade passaria a ser disputada a partir dos Jogos de Tóquio 2020, a comunidade karateista já começou a se mobilizar para mostrar o potencial brasileiro em mais uma arte marcial. Com apoio da Confederação Brasileira de Karate (CBK), a Federação Paulista de Karate (FPK) desenvolveu o projeto São Paulo Olímpico, idealizado pelo presidente José Carlos Gomes de Oliveira.

As atividades tiveram início em janeiro de 2017 e o principal objetivo é dar suporte para os atletas de alto rendimento, com uma estrutura adequada para a prática da modalidade e acesso a uma equipe multidisciplinar composta de treinadores, preparadores físicos, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, médicos do esporte, fotógrafos e profissionais de marketing. O Head Coach é Geraldo de Paula, um ícone entre os atletas que já integraram a seleção brasileira.

“O Karate entrou no tão almejado circuito olímpico e a necessidade de se profissionalizar virou uma realidade. Por isso, torna-se cada vez mais importante a união entre atletas, técnicos, árbitros, professores e pais no sentido de criar as condições ideais para que os atletas tenham sua melhor performance nos eventos nacionais e internacionais”, conta o presidente José Carlos.
Os treinamentos são ministrados em cidades-chave do estado paulista no decorrer do ano. Para fazer parte do projeto existe uma seleção que considera resultados em competições, ranking estadual e índice técnico. Ao todo, 65 atletas (masculino e feminino) dos 4 cantos do país integram a seleção de alto rendimento.

 

Geraldo de Paula, Head Coach da equipe olímpica; um ícone entre os atletas que já integraram a seleção brasileira.

Stéphani Trevisan, outra grande promessa da atual geração de karateistas, também comemora a oportunidade de se dedicar integralmente ao esporte. Assim como muitos atletas amadores, existia uma grande dificuldade em complementar o trabalho já realizado na academia. Agora a troca de experiências permite elevar o patamar dos treinamentos e, consequentemente os resultados individuais e coletivos.
“São muitos atletas de alto nível e reunir esses atletas para treinar é algo que acrescenta muito para nós. Antes eu ainda não tinha acesso a um trabalho adequado com uma preparação física montada em cima dos meus objetivos e individualidades. Hoje, dois pontos que melhoraram em 200% meu rendimento nos treinos e competições foram a nutrição e a psicologia esportiva. Acho muito legal as palestras e os testes aplicados. Os temas são muito interessantes e ajudam na hora de lidar com uma situação que a gente pensa que está acostumado, como por exemplo, a hidratação durante o treinamento ou o controle dos pensamentos antes de uma luta”, ressalta a medalhista de bronze no Mundial de 2015 e campeã sul-americana sênior.

Mas o caminho para representar o Brasil em uma Olimpíada é árduo. Praticante de Karate desde os 7 anos de idade e integrante da seleção brasileira há 15 anos, Érica Santos sabe que tem um cronograma de eventos de alto nível a cumprir, mas nem por isso deixa de sonhar com a vaga.

“Sabemos que essa trajetória até Tóquio não será nada fácil, mas sempre sonhei em disputar uma Olimpíada e estou muito feliz em fazer parte dessa realidade pela disputa de uma vaga. A pontuação para o ranking mundial começa agora no segundo semestre de 2018 e vai até 2020. Além das competições continentais e campeonato Mundial temos as etapas de Liga Mundial, Premier League e Série A, que somam pontos para o ranking olímpico. Além da briga pelas melhores colocações, ainda temos uma dificuldade financeira para estar competindo em todas essas provas, uma vez que a grande maioria acontece na Europa. Mas esses são meus objetivos e estarei brigando por essa vaga”, afirma a atleta Bronze nos Jogos Sul-americanos de Cochabamba e dona de 9 títulos em campeonatos brasileiros.
Apesar de faltarem 2 anos para os Jogos Olímpicos no Japão, a meta do projeto é preparar os futuros campeões, ou seja, focar na formação de atletas e resultados a médio e longo prazo. “Sabemos que não se cria atletas olímpicos em um único ciclo (4 anos), diferentemente do que muitas pessoas imaginam. O Projeto será permanente, colhendo frutos efetivamente a partir de 2024”, reforça o presidente da FPK.
No mês de julho de 2018 foi lançado o projeto São Paulo Kid’s & Teen’s, para jovens atletas de 8 a 15 anos e 11 meses de idade. Com o fortalecimento das categorias de base será possível descobrir os novos talentos e direcioná-los para o alto rendimento.

 

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