domingo , 27 setembro 2020

Hipertrofia vs emagrecimento: há diferença na dieta?

Para uns ganhar definição. Para outros perder aqueles quilinhos a mais. Seja qual for o motivo que acarretou a busca por uma reeducação alimentar, o objetivo diz muito sobre qual será a lógica calórica adotada na dieta. Isso por que, a depender do resultado esperado, a variedade e a quantidade de nutriente ingeridos, muda.

De acordo com a nutricionista Dani Borges, a grande diferença entre uma dieta para emagrecer e uma para hipertrofia é a relação entre a quantidade de calorias consumidas e quantas delas são gastas. “É por esse motivo que dietas devem ser individualizadas. A quantidade de calorias, macros, o tipo da estratégia, os tipos de alimentos e a necessidade de suplementação variam de pessoa para pessoa, de acordo com as necessidades e objetivos”, defende.

Nutricionista Dani Borges

Para perder peso 

Se o objetivo é perder peso, o primeiro passo é entender que para que isso aconteça é necessário gerar um déficit energético, ou seja, gastar mais calorias do que ingere. “Isso não quer dizer passar fome e exagerar na academia, e sim comer menos, porém melhor e de forma condizente com a queima realizada durante os treinos”, explica a nutricionista.

Além disso, é preciso diminuir o consumo de carboidratos com alto índice glicêmico, assim como doces, frituras e industrializados. “O segredo é escolher melhor os alimentos, traçando uma estratégia onde é possível se alimentar bem, porém em menor quantidade”, enfatiza.

Para ganhar massa

Quando o objetivo é definição e músculos, a estratégia é justamente o oposto: gerar um superávit calórico. “Diferente da alimentação para emagrecer, é necessário comer mais do que se gasta durante os exercícios para que o corpo possa desenvolver e musculatura”, diz a nutricionista.

De acordo com Dani Borges, isso ocorre porque nessa fase a busca é por realizar uma construção muscular, que pede uma ingestão maior de calorias que na fase de emagrecimento. “Quando estamos em processo de construção muscular, é fundamental utilizar pelo menos mais de 50% da dieta com carboidratos. A intenção aqui é elevar um pouco a insulina e usa-la para o melhor aproveitamento da proteína, favorecendo a hipertrofia”.

Para que isso ocorra de maneira segura e sem a chance de um afeito rebote, é necessário que além das calorias ingestas, os macros — carboidratos, proteínas e lipídios — estejam adequados para as exigências individuais, assim como a rotina, treinos e objetivos.  “Se você̂ estiver gastando mais do que consome será difícil ganhar massa significativa”, alerta Dani Borges.

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